segunda-feira, 11 de abril de 2011

A lenda da serpete

Pedreiras- Ma,
A lenda

A história que vou contar
Vem de longa data:
É uma lenda que flagela
A população de Pedreiras.

Toda lenda tem um pé.
A lenda da serpente de Pedreiras
Tem pé, cabeça e lugar.
Mora debaixo da pedra grande
Que fica pra lá de transwal.


Certa vez chegou um profeta
Na cidade de Pedreiras e disse:
-Tem uma enorme serpente
Nas bases da pedra grande
E lá fica hibernando
Para um dia atacar.

A serpente fica por anos hibernando
Esperando a hora para atacar
Quem duvida acompanhe
A história que vou contar.

Não tem açude, nem barragem
Que segure tanta água
Quando a serpente resolve
Da pedra grande se desenrolar.

É que a serpente se alimenta
De tristeza e tormenta
Por isso quando ela atacar
A cidade volta inundar

Sua calda fica presa na pedra
Mas seu corpo invade a cidade
Causando tristeza e dor
A quem por ali morar.

Depois de algum tempo,
Quando ela sugou toda riqueza
Das pessoas que ali moram,
Ela volta para seu lar
E fica por muito tempo
Debaixo da pedra grande
Longos anos a hibernar.

Ela não ataca todo ano
E a história pode confirmar
Só ataca de quatro em quatro
Segundo o povo do lugar.
Ainda segundo a lenda,
Ninguém pode matá-la.
Pois se isso acontecer
Uma grande destruição
Será pior que inundação!

Quando ela invade a cidade
Não tem beco nem lugar
Que ela não possa ir
Tudo fica inundado
Como se fosse mar.

Mas tenha paciência
Ela é muita esperta
Não se deixa enganar
Por qualquer armadilha

Ela fica na rodilha
Esperando a hora de atacar.
Um mundão de água vem
De todo lugar.

Aconteceu no ano de 1964
Quando encheu o Mearim
Foi água que só mar
Eu estava lá e posso contar.

Uma enorme enchente
Invadiu todo vale
Deixando todo povo
Fora de seu lar.

Somente anos depois
Ela voltou atacar.
Sempre com o mesmo propósito
Pode acreditar.

O homem não contente
Com essa situação
Construiu barreiras
Para a serpente não atacar

Não adiantou nada
Porque em 2009 alagou
Toda Trisidela do vale
Foi água, foi mar
Em todo vale.

As pessoas saíram de suas casas
Perderam móveis e objetos pessoais
A serpente se alimentou quanto pôde
Até voltar pra debaixo da pedra grande
Onde ela não deixa de morar
Quem estava lá pode dizer
A profecia não mente
A lenda da serpente
Acredite, voltou atacar.

- Toda lenda tem um pé
E aqui vou explicar:
A lenda da serpente
Pra quem não acreditar
É o rio Mearim
Que da pedra se desenha
Que no vale se estica
E tudo se modifica
Quando rio sai da rodilha
Engolindo toda cidade.

E assim fica esclarecido
A lenda da serpente
Que mora debaixo da
Pedra grande.

Na realidade nunca existiu
Mas que o povo acredita
E por isso não duvido
Que a serpente volte atacar.

Um comentário:

Anônimo disse...

GOSTEI MTO DESSE TEXTO.O CRIADOR DELE MEUS PARABÉNS!
O INTERESSANTE É QUE ELE FOGE UM POUCO DA HISTÓRIA NA QUAL ESTAMOS ACOSTUMADOS A OUVIR. O FINAL É SURPREENDENTE! AO LONGO DO ENREDO PENSAMOS QUE A TAL SERPENTE POSSA SER A DA LENDA QUE ATÉ HOJE NOS ASSOLA, PORÉM, NO DESENROLAR DO FINAL, VEMOS QUE A TAL SERPENTE É NA VERDADE O NOSSO RIO MEARIM! MTO BOM! ÓTIMO TEXTO!

A MATRIZ

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Apresentação de slides

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Homenagem a São Paulo


Odisséia Paulista



O Sol rompe a chaminé

Perdida no horizonte

Os operários rompem o dia

Dependurados nos ônibus



Os automóveis aflitos

Se agitam no trânsito

As pessoas agonizam

As horas que passam.



O tempo passa ligeiro

As pessoas têm pressa

Elas têm compromisso

E hora para chegar.



E assim começa mais um dia

Nesta metrópole desvairada.



A Tarde vem fumacenta

A cidade fica cinzenta

As pessoas se impacientam

No transito engarrafado.



Os operários nos ônibus

Nem parecem gente

No desejo do descanso

Alguns parecem pingentes.



E Assim termina mais um dia

Nesta metrópole desvairada.



A Noite vêm iluminada

Com uma beleza de carrossel

Os edifícios ficam sombrios

Como soldados no quartel.



Do pico de Jaraguá

Quem olhar vai ver

Luzes formando colares

Iluminando as avenidas.



Diante de tanta beleza

Um medo se esconde:

Nos becos, nas esquinas

Onde tudo pode acontecer.



Nesses recantos do subúrbio

Aonde todos se recolhem

A madrugada passa fria

Carregada de mistério.



Nos seus encantos sedutores

A Paulicéia tem seus amores

Uma história de glória

Que seduz e fascina

Qualquer homem.



Esta cidade é uma odisséia

Vivemos em uma roda viva

Girando sem parar

Por mais que tentamos

Dela não conseguimos fugir.



O Trabalho é nosso lema

Não vivemos como em Ipanema

Mas temos cá nossas musas:

Avenida Paulista, Ipiranga

Tudo é Paulicéia...



Vivemos desvairados

Buscamos o sucesso

Escrevemos poema

Chove garoa

Na Paulicéia.































































































































































































































































































































































































































































































































Pipa

Pipa
(À minha filha Marla Michelle)

Perdida nos pensamentos
Vagando em nuvens
e pensamentos
Como uma pipa no ar

Navega em terras distantes,
Faz planos e projetos
Imagina situações
Que nunca vai se realizar

Ela é mesmo uma pipa
E está sempre nas nuvens
Construindo sonhos e castelos
Que só ela sabe falar.

Pipa querida de toda gente
Que mora em seu habitar
Aos poucos constrói
Seu próprio lar.

Pipa querida minha
Vive cheia de fantasia
Tenho-lhe muito apreço
Pois como eu,
vive sempre a sonhar.




Terra das ideias

Não é longe,
E nem é perto.
A terra das idéias
Fica onde você quiser.

Tem gente que vai lá toda hora,
Tem gente que não vai nunca.
Tem gente que só trás coisas boas,
Outras, só trazem maldade.

Na terra das idéias,
Tudo depende de você.
O que você quiser,
O que você pensar.
Tudo você encontra lá.


Muita gente famosa já esteve lá:
Albert Einstein e Isaac Newton,
Outros tantos ainda irão.
Agora só falta você.

Eu estive lá e voltei com uma idéia:
Escrever histórias infantis e poesia!
Para um dia quem sabe publicá-las
E ficar famoso como Einstein e Isaac

Na terra das idéias,
Tudo pode ser inventado:
Robô, aeronave e computador.
Só não pode inventar nada!


Nada não é idéia,
Nada não existe,
Nada é um vazio,
Na cabeça de poeta,
Que não sabe rimar.